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Um papo com a ginecologista e obstetra Dra Diana Vanni

Um papo sobre higiene intima com a ginecologista e obstetra Dra Diana Vanni. Nossa convidada dá uma aula sobre como cuidar da região desde do sabão que você vai usar até o PH da região e bactérias. 

HIGIENE ÍNTIMA

A história do sabão é bem antiga. As primeiras evidência da produção de materiais semelhantes ao sabão são de 2800 AC na antiga Babilônia. A fórmula continha àgua, uma base e óleo de origem animal. Por séculos e séculos a produção era artesanal, e o produto pouco usado na higiene pessoal.

Só com a revolução industrial, novos processos permitiram a produção em larga escala, primeiro para a limpeza doméstica e industrial, e eventualmente pessoal

Na mesma época, uma melhor compreensão do papel da higiene na redução de micro-organismos patogênicos motivou campanhas para promover a higiene pessoal

Sabão é saúde?

O sabão é uma molécula anfipática, o que significa que um lado é hidrofílico (gosta de àgua), e o outro é hidrofóbico (gosta de óleo).

A membrana celular também é feita de moléculas hidrofóbicas e hidrofílicas

O sabão dissolve a sujeira e a gordura, e também a parte hidrofóbica de lipídeos da membrana celular , rompendo a parede da bactéria, enquanto a parte hidrofílica permite que ela seja levada facilmente pela agua

Estudos clínicos demonstram, de fato, que o hábito de lavar as mãos diminui a transmissão de doenças infecciosas

Mas não é só isso…

Se diminuir o “ataque” de bactérias patogênicas é importante, cada vez mais sabemos que também é preciso reforçar as defesas naturais.

E entre as defesas naturais encontramos…..

Bactérias??

O trato genital feminino é um ambiente imunológico peculiar, que age como primeira linha de defesa do organismo contra infecções .Existe uma interação delicada entre as bactérias da flora vaginal normal, células do sistemas imunológicos, proteínas de defesa….

A vaginose bacteriana consiste em um aumento do pH vaginal, diminuição consequente do número de bacilos de Doderlein e proliferação de bactérias patogênicas. Alguns estudos sugerem que a vaginose pode inclusive aumentar a incidência de parto prematuro e DST’s.

O que interfere no pH vaginal?

O pH vaginal normal é àcido, de 3,8 a 4,5

Várias situações do cotidiano interferem no pH vaginal normal, tornando-o mais alcalino:

  • Menstruação, principalmente se prolongada
  • Relação sexual
  • Alterações hormonais/menopausa
  • Sabonetes normais são alcalinos

 

Cuidando da região vulvar e vaginal

  • Use àgua morna e produtos suaves, e seque cuidadosamente a vulva com uma toalha; em caso de irritação pode-se usar um secador de cabelo
  • O uso de sabonetes íntimos pode, em casos selecionados, auxiliar na manutenção do pH; pergunte ao seu ginecologista se eles são indicados ao seu caso
  • A vagina limpa-se naturalmente através da saída de muco; evite o uso de duchas íntimas
  • Procure usar calcinhas de materiais naturais… se conseguir encontra-las… ou ao menos durma sem calcinha e evite o uso de absorventes diários
  • Evite calcinha fio-dental
  • Lave calcinhas novas antes de usá-las
  • Use sabão suave para lavar suas calcinhas
  • Use papel higiênico macio e branco
  • Você pode usar absorventes internos, sem perfume; troque-os com frequência; ou o coletor vaginal
  • Evite o uso frequente de meia-calça e cintas
  • Evite o uso de produtos que podem causar irritação vulvar: absorventes diários, vaselina, óleos, talco, desodorantes íntimos

Para maiores informações e consultório www.dianavanni.com.br

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