criança

Por que é bom as crianças se relacionarem com os animais

Ter um bicho de estimação é tudo de bom. Mas, mais do que isso, é um empurrãozinho no desenvolvimento infantil. Saiba por que. Por Carla Leonardi

Ter um bichinho de estimação é uma delícia. Quando se é criança, então, nem se fala. E não importa se o mascote é cachorro, gato, tartaruga… O que vale é ter um bichinho para conviver e aprender muito. “Desde o nascimento, o animal é um estímulo multisensorial e emocional para todas as crianças, estabelecendo com elas um vínculo incomparável”, explica a médica veterinária e doutora em Psicologia Ceres Berger Faraco. “Eles ainda podem estimular o desenvolvimento da linguagem e de habilidades motoras, já que a criança tenta se mover em direção a ele, buscando alcançá-lo, e também procura imitar os sons que ele emite”, exemplifica.

Além disso, o bichinho de estimação cumpre um papel essencial no bem-estar emocional das crianças, principalmente quando se trata de cães e gatos – animais que, em geral, se relacionam amorsamente com os pequenos. “Quem, na infância, quando estava triste e chorando não pegou seu cãozinho e o abraçou? Mesmo aquelas crianças que não têm um bicho real de estimação, possuem uma pelúcia ou adoram assistir a desenhos com animais. Note, por exemplo, que a moda atual é a Peppa Pig, uma porquinha que tem como amigos outros animais”, destaca a psicóloga Kátia Aiello, que desenvolve um trabalho focado no estreitamento da relação entre homem e animal.

E como crianças são indivíduos muito mais abertos, cujo desenvolvimento e aprendizado permeiam entre as sensações e o intelecto, a relação com os animais é ainda mais frutífera do que com adultos. “Nessa relação, os pequenos podem experimentar sensações e desenvolver os sentidos através do tato, do cheiro, da visão… Esse ‘sentir’ através do animal de estimação é uma forma de educar com amor e carinho. Além disso, as brincadeiras lúdicas e os passeios são também uma introdução à vida social da criança”, destaca Kátia Aiello, lembrando ainda a importância de os pais ensinarem aos filhos noções de higiene, cidadania e respeito.

Por fim, a Dra. Ceres Beger Faraco ressalta a necessidade de a família avaliar muito bem sua situação antes de decidir ter um animal. “A dica é pensar bem e não levar um animal por impulso. Deve-se considerar se a família tem tempo, motivação, espaço e condições financeiras. Animais necessitam de atenção, cuidados específicos, exercícios diários e convivência social com pessoas e outros animais. Eles não são objetos descartáveis”, alerta. Portanto, se todas as circunstâncias forem pesadas, dificilmente haverá problemas no futuro e a convivência com o animal será enriquecedora para toda a família.

 

 

Previous Post Next Post

You Might Also Like

No Comments

Leave a Reply