Comportamento

Discovery e Cinderela tem algo a nos dizer

Mulheres podem jogar a toalha. Porque vamos admitir: cansamos. Queremos voltar a ser Cinderelas e ok! Não tem mal nenhum nisso. Que fique bem claro. E também não tem machismo ou preconceito algum nisso. É no mais puro sentido dos contos de fadas, de nós mulheres ainda queremos nos sentir princesas. E não sou eu, Carolina, quem estou falando isso aqui não. Foi o canal Discovery Home&Health que soltou ontem na mídia o resultado da pesquisa “Ela: Liberdade, Orgulho, Realização”, realizada em parceria com a consultoria britânica Jo McIlvenna, e que reforça um conceito que a Disney colocou de volta as grandes telas de cinema recentemente.

A pesquisa traz um resultado que talvez nós já soubéssemos, mas não queríamos assumir. O resultado? Queremos mais tempo e equilíbrio. Chega de bancar a super poderosa e se desdobrar em mil feito louca e ainda achar que podemos mais. Podemos. Isso a gente sabe, mas ok. Não tem problema dizer que cansamos. Isso não nos tornará menos independentes ou menos mulheres. A conquista já foi feita, o que precisa agora é achar o equilíbrio. A pesquisa mostra que as mulheres estão exaustas de assumir tantos papéis e que 81% delas têm noção de que sua mudou na sociedade. O tal do malabarismo que a gente faz entre ser mãe, mulher, profissional, dona de casa, motorista, amiga, sarada da academia e sei lá mais o que, bateu no prazo de validade. Mulheres querem mais equilíbrio, mais calma e menos papéis.

Foram 5,5 mil mulheres entrevistas entre países como Argentina, Colômbia, Brasil e México, onde o canal mapeou as percepções que a mulher contemporânea tem de si mesma e como ela se vê representada pela imagem na mídia. A descoberta não poderia ser diferente (acho eu): elas não se identificam e por questões obvias. Pinta-se uma realidade que não existe e que é inalcançável. Ou seja, existe um abismo. 77% das mulheres declararam esse abismo.

90% das mulheres entrevistadas sonham com uma harmonia maior entre trabalho, vida pessoal e filhos. Essa é a grande batalha. Conciliar os 3 prazeres de forma ideal e feliz. Não por menos ou mais é te tantas mulheres têm optado por não ter filhos ou em deixar carreiras profissionais para serem mães e donas de casa. Acredito que além de ser uma opção de vida é também uma forma de admitir que não damos conta de tudo, então melhor escolher prioridades.

E aqui eu faço uma ponte com o filme Cinderela que está em cartaz nos cinemas. A Disney depois de lançar suas últimas duas princesas como mulheres heroínas e que bastam por si só (Valente e Frozen) – ou seja, lutam pelo que querem, conquistam seus ideais e não precisam de príncipe para isso –  coloca de volta na pauta da sociedade um clássico. Um clássico que diz: sim as mulheres ainda buscam a representação do seu príncipe encantado. Talvez não apenas para salvar a vida delas e garantir suas conquistas, mas como simbólico do homem que participa, que divide, que sonha junto e que vê na família um lugar onde existe amor (não estou falando aqui do homem e mulher e sim de amor! qualquer forma de amor). O príncipe como simbólico do homem que te aceita como você é e não como querem que você seja. Cinderela não está em cartaz por acaso – e está causando muita polêmica justamente porque coloca no ar um conto que vai na contramão do que se luta hoje em dia. Mas toda Gata Borralheira quer ser uma Cinderela. Toda mulher quer ser corajosa mas quer ser gentil, quer ser feminina. Não é boba e submissa não. Cinderela monta a cavalo no pêlo, diz o que quer dizer ao príncipe e não tem vergonha de ser quem é. Pense nisso. Sem preconceitos e sem retrocessos, claro.

Leia mais sobre a pesquisa no Meio&Mensagem 

 

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